segunda-feira, março 28, 2011

Inverdades!!!

Há quem não suporte a desonestidade,
A injustiça e a inverdade.
E a questão, inteira ou fragmentada,
É se a inverdade vem nos dicionários...
Mas se não vier, é só acrescentar,
De tão normal acrescentar e inverdadar,
Sendo a língua um movimento permanente.
Eu também não suporto a injustiça...
Mas qual? A tua? A minha? A deles? A delas?
Caso irresolúvel com garrafas de vinho tinto
E cigarrilhas de folha de tabaco verdadeira...
E, na verdade, tudo se resolve continuamente
Pelo movimento, nem do Homem nem de Deus.
Acho bem todo este movimento imparável,
Ainda que movimento em cima de movimento,
Como uma fraude interactiva polockiana.
Dizem-me que Pollock tinha os seus problemas...
Nós também. Que esplêndida obra de arte, a existência!

quarta-feira, março 02, 2011

Ser Professor!!!!

Primeiro dia de aula na faculdade de 2011/1, ou seja, iniciando meu 8° semestre de luta. Mas mesmo assim o medo e a ansiedade tomam conta de mim. Sou daquele tipo de pessoa que faz de uma joaninha, um monstro. Intensa, loucamente pensante, pés a dez metros do chão. Sou estudante de Letras na Ulbra Gravataí... Estou lá desde 2008, mas iniciei meu curso em 2005, na URI (Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões) em Frederico Wetphalen, muitos devem estar se perguntando que “bixo” é esse, mas foi lá que prestei o vestibular, decidida a ingressar na área da educação, tão precária educação diga-se de passagem. Continuando... Em 2006/2 voltei as minhas origens (Gravataí), tendo então, que trancar a Faculdade e em 2008/1 retornei, como já havia comentado antes. Pois é, este semestre eliminarei mais duas cadeiras (Fonética e Fonologia da Língua portuguesa e Literatura do Rio Grande do Sul) com a pretensão de me formar em 2012/1... Confesso que este semestre será um dos mais difíceis, devido alguns fatores de sobre carga, mas minha vontade de vencer e a grande identificação que tenho com essa área, me farão vencer qualquer obstáculo, disso tenho certeza.
Mas meu intuito com essa introdução, na verdade é relatar o meu ponto de vista sobre o professor (profissão a qual escolhi), muitas pessoas podem discordar, mas modéstia parte o professor é um ser extraordinário que se personifica nos indivíduos que elegem como sua maior prioridade a edificação de uma sociedade mais justa e de um mundo melhor.
O sentido de ser professor foi se revelando a mim ao longo da minha vida.
No caminho que percorri até aqui vivi algumas experiências que moldaram a minha personalidade, embora eu nunca tenha me distanciado dos sonhos. Vejo o professor por uma ótica utópica porque pra mim: ensinar, mediar, transmitir, compartilhar ou educar, é algo que vai muito além dos limites da formalidade.
Ser professor é se encaixar no tempo e no espaço, é viver a contemporaneidade respeitando a história individual e o contexto sócio cultural de cada um.
É se despir dos preconceitos e fazer do seu cotidiano sua aprendizagem, é estar consciente do quanto pode aprender com seus alunos.
Ser professor não é profissão, é uma missão, é caminhar sempre de frente para o sol e nunca permitir que sua sombra lhe guie, o afastando do seu objetivo maior, a educação.
Ser professor é estar definitivamente comprometido com a sociedade de amanhã.
Todos nós viemos ao mundo com uma missão. A minha é ensinar.